DESCOMPLICANDO OS CUSTOS DE PRODUÇÃO NO AGRONEGÓCIO
DESCOMPLICANDO OS CUSTOS DE PRODUÇÃO NO AGRONEGÓCIO
Orlândia, 24 de Julho de 2025.
A gestão de custos é uma das bases mais importantes para garantir a eficiência econômica da atividade agrícola. Porém, para que essa gestão funcione, é essencial compreender bem os conceitos que envolvem os gastos dentro da propriedade rural.
Muitos produtores ainda confundem termos como custo, despesa, investimento, perda e até mesmo gasto. E é justamente essa falta de clareza que compromete a análise dos resultados.
Gasto é todo desembolso realizado para a obtenção de um bem ou serviço. Isso inclui desde a compra de insumos até o pagamento de salários e contas como energia elétrica ou aluguel. Já o investimento é um tipo de gasto com bens ou serviços cuja vida útil se estende no tempo, como tratores, imóveis e sistemas de irrigação — ou seja, algo que será ativado e traz retorno a longo prazo.
O custo, por sua vez, é o gasto diretamente ligado à produção agrícola. É o valor necessário para colocar a lavoura ou a criação em funcionamento. Entra nessa conta tudo que for incorporado ao processo produtivo: mão de obra da lavoura, insumos, combustível, depreciação de máquinas, entre outros. É a base da formação do preço e do cálculo da rentabilidade.
A despesa se diferencia do custo por não estar diretamente ligada à produção, mas sim ao funcionamento da estrutura da propriedade. São exemplos os salários da equipe administrativa, contas de telefone, internet e energia do escritório. Já as perdas são os gastos não planejados e não intencionais, causados por fatores externos, como geadas, incêndios, secas ou enchentes.
Outro conceito essencial é o custo de oportunidade — que representa o lucro que o produtor deixa de ganhar ao escolher um investimento em detrimento de outro. Por exemplo, ao empregar recursos na produção de soja, o agricultor abre mão de aplicar esse capital em outro negócio ou até mesmo em um investimento financeiro. Essa renúncia precisa ser considerada nas análises.
Também é importante entender os chamados efeitos econômicos, que impactam o resultado da empresa mesmo sem representar saída imediata de caixa. É o caso da depreciação de máquinas e benfeitorias, da amortização de empréstimos e da exaustão de áreas produtivas. Esses valores aparecem na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e afetam diretamente os indicadores econômicos da propriedade.
Saber distinguir todos esses elementos é fundamental para tomar decisões com base em dados confiáveis, afinal, só é possível melhorar aquilo que se consegue medir com clareza.
A gestão de custos bem feita permite comparar safras, avaliar o desempenho por talhão ou por cultura, enxergar gargalos e investir com mais segurança.
Na Agrodom’s, transformamos esse conhecimento em relatórios claros, análises completas e soluções práticas, com foco nas culturas de cana-de-açúcar, soja, milho e café. Acreditamos que o sucesso do produtor começa na gestão, e ela começa com o domínio dos números.
Thiago Fernando V. Felippe
Analista de Custos Agrodom's.